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1 de janeiro de 2018

Guarda-corpo em edificações

Relação dos principais itens que devem ser analisados em guarda-corpos, parapeitos, platibandas, desníveis e correlatos, para garantia da solidez e segurança em edificações.

Os guarda-corpos, parapeitos e platibandas compõem o sistema de vedação vertical das edificações, tendo função fundamental no requisito de segurança contra queda de pessoas, principalmente crianças, devendo resistir a ação dos esforços mecânicos que ocorram durante as atividades de uso, operação e manutenção, em toda a vida útil do sistema (ABNT NBR 15575-4, 2013).

Vale ressaltar que hoje, a normatização técnica, só prevê requisitos para edificações residenciais e comerciais, não sendo aplicada as áreas de uso coletivo, tais como, shopping centers, museus, hospitais, cinemas, teatros, igrejas, indústrias, aeroportos, viadutos, etc. Talvez, por esses locais requerem dimensionamentos especiais, com maiores esforços mecânicos. Mas por não haver qualquer recomendação, acabam sendo menos seguros que as edificações residenciais e comerciais. Portanto, não tendo referência técnica para esses casos, o bom senso e a prevenção a segurança nos inclina a usar os mesmos requisitos, também para esses casos, dentro de certas adaptações e aplicabilidade.

Aplicações

Segundo a NBR 14718 (ABNT, 2008), os guarda-corpos e/ou parapeitos devem ser instalados em qualquer local de acesso livre a pessoas, onde haja um desnível para baixo maior do que 1,0m, até mesmo em planos inclinados com ângulo maior ou igual a 30º, conforme Figura 1.

Figura 1: Desnível vertical com instalação obrigatória de guarda-corpo. Fonte: NBR 14718 (ABNT, 2008).

Altura de proteção

A altura mínima de proteção dos guarda-corpos varia de acordo com as condições de acesso, mais ou menos facilitadas. Mas 1,0m de altura, medido do local onde se possa ficar de pé sem esforço, serve como referência geral. Casos específicos devem ser consultados na NBR 14718 (ABNT, 2008).

Figura 2: Altura de proteção de guarda-corpo.  Fonte: NBR 14718 (ABNT, 2008).

Configuração geométrica

Um item muito importante nos guarda-corpos, para evitar queda de crianças, são suas dimensões. Em guarda-corpos tipo gradis, os vãos abertos entre perfis não devem ser superiores a 11cm, conforme Figura 3.

Figura 3: Distância entre perfis verticais. Fonte: NBR 14718 (ABNT, 2008).

Os perfis também não podem ser na horizontal até 45cm de altura, para evitar escalada por crianças, conforme Figura 4.

Figura 4: Distância entre perfis horizontais. Fonte: NBR 14718 (ABNT, 2008).

Nas situações em que o guarda-corpo possua formas ornamentais, os vãos abertos não devem permitir a passagem de um gabarito prismático de (25x11x11) cm, simulando o tamanho de uma criança, conforme Figura 5.

Figura 5: Passagem de gabarito prismático em vãos entre perfis. Fonte: NBR 14718 (ABNT, 2008).

E nas situações em que o guarda-corpo seja instalado projetado para além do piso, conforme Figura 5, a distância que ele pode estar projetado deve ser inferior a 5cm.

Figura 6: Guarda-corpo projetado além do piso. Fonte: NBR 14718 (ABNT, 2008).

Resistência a esforços

Segundo a NBR 15575-4 (ABNT, 2013) e a NBR 14718 (ABNT, 2008), os guarda-corpos e parapeitos de janelas, situados nas áreas privativas e comuns da edificação (apartamentos, áreas de lazer, solários, terraços, jardins etc.) devem atender aos esforços mecânicos, no caso de impactos de corpo mole, esforço estático horizontal e esforço estático vertical, confirmados através de ensaio em laboratório ou em campo, de acordo com os métodos de ensaio descritos na ABNT NBR 14718.

Segundo a NBR 15575-5 (ABNT, 2013), no caso de guarda-corpos e parapeitos situados onde haja acesso de veículos até sua proximidade, devem resistir à carga horizontal concentrada de 2,5 tonelada-força aplicada a 50cm do piso (simulando uma batida de um veículo).

Casos irregulares

Abaixo será exemplificado algumas condições irregulares de guarda-corpos, em relação aos critérios normativos, que infelizmente são mais frequentes do que deveriam.

No caso da Figura 7 foi identificado guarda-corpo de balaústres com vãos maiores que o corpo prismático permitido pela norma. Onde foi sugerido a instalação de tela de poliéster como medida paliativa.

Figura 7: Vista de guarda-corpo de balaústres. Fonte: Acervo pessoal do Autor.

No caso da Figura 8 foi identificado guarda-corpo com perfis na horizontal com espaçamento maior que 11cm, favorecendo a escalada e passagem de crianças pelo vão, onde os próprios usuários já tinham percebido o risco de queda e instalado tela poliéster como medida paliativa.

Figura 8: Vista de guarda-corpo com montantes na horizontal. Fonte: Acervo pessoal do Autor.

Conclusão

Por fim, pode-se concluir que guarda-corpos e parapeitos devem ser concebidos em projeto com base nos requisitos normativos, para que tenham a segurança e desempenho esperados, pois toda e qualquer irregularidade trará riscos aos usuários e maiores custos para correção, do que se projetado e instalado corretamente.

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14718: Guarda-corpo para Edificação. Rio de Janeiro, 2008. 29p.

______. NBR 15575-4: Edificações Habitacionais: desempenho – Parte 4: Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas. Rio de Janeiro, 2013. 63p.

______. NBR 15575-5: Edificações Habitacionais: desempenho – Parte 5: Requisitos para os sistemas de coberturas. Rio de Janeiro, 2013. 73p.

 

Matéria publicada na edição de Jan/2018 do site da Revista Direcional Condomínios.

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